sexta-feira, 30 de maio de 2008

I'm easy

Encontrei num baú e acho que merece espaço por aqui...
Encontrei como sendo do Lionel Richie. Mas fica muito melhor com o Faith No More.

[♪] Esse é o porquê de eu estar tranqüilo
Estou tranqüilo como uma manhã de domingo


EASY (like Sunday morning) - FAITH NO MORE

Know it sounds funny but i just can't stand the pain
Girl I'm leaving you tomorrow
Seems to me girl you know I've done all i can
You see i beg, stole, and i borrowed
Yeah! uh uh!

That's why I'm easy / Oh oh oh oh,
I'm easy like Sunday morning / Oh oh oh oh,
It's why I'm easy / Oh oh oh oh,
Easy like Sunday morning

I wanna be high So high
I wanna be free to know the things i do are right
I wanna be free Just me
Oh babe!

It's why I'm easy /oh oh oh oh
Easy like Sunday morning / oh oh oh oh ,
It's why I'm easy / oh oh oh oh,
Easy like Sunday morning
.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Fá che piova

Como podem não gostar de chuva?
Ela lava a terra, o ar e a alma.
Certo que ela desarruma o cabelo e borra a maquiagem...
Mas ela renova os bons pensamentos.
Viver sempre com sol (ou lua) enjoa.
Deixa que chova!
(Mas não esqueça a sombrinha)

Fá che piovaDeixe que chova
Fá che il cielo mi lavi il dolor Deixe o céu lavar a minha dor
Fá che piova Deixe que chova
che sia la pace il nome d'amor Que a paz seja o nome do amor

(Luciano Pavarotti/Bon Jovi - Let it rain)
.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

No, I don't have a gun


E eu não entendia porque (quase) todos adoravam o Nirvana...
=P

COME AS YOU ARE – NIRVANA

Come as you are, as you were,

Venha como você é, como você era
As I want you to be
Como eu quero que você seja
As a friend, as a friend, as an old enemy
Como um amigo, como um amigo
As an old enemy
Como um velho inimigo
Take your time, hurry up
Venha no seu tempo, se apresse
Choice is yours, don't be late
A escolha é sua, não se atrase
Take a rest as a friend as an old memory (4x)
Descanse como um amigo, como um antiga memória (4x)

Come dowsed in mud, soaked in bleach
Venha afundado na lama,com suas roupas alvejadas
As I want you to be
Como eu quero que você seja
As a trend, as a friend,
Como uma tendência, como um amigo
as an old memory (4x)
Como uma velha memória (4x)
And I swear that I don't have a gun
E eu juro que não tenho uma arma
No I don't have a gun (2x)
Não, eu não tenho uma arma

.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A escritora escondida sobre cabelos cor de chocolate

Tudo o que chega até mim, de alguma forma, eu tento traduzir em palavras.
Mesmo que não as diga, mesmo não transpondo-as para o papel ou tela do computador, tudo que me acontece, narro a mim mesma.
Sinto-me como uma escritora (ocupando o lado totalmente amador da questão). Meus textos, sinceramente e modestamente, não resumem o que minha mente pensa.
O fato é que, geralmente, meus devaneios acontecem quando não possuo caneta, papel e/ou teclado por perto. E depois, quando avisto estes itens, ao meu inteiro dispor, não tenho mais a mesma inspiração e recordo-me apenas de fragmentos do texto que fiz mentalmente. Aí, tá feita a meleca...
Acho que existe uma escritora dentro mim...
Adormecida e preguiçosa, mas ela vive sob meus cabelos cor de chocolate!
[Não são mais vermelhos]
=P

****
Música: Bigger stronger - Coldplay (vale a pena pelos acordes da guitarra e pela voz do Chris..)
****

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A menina que roubava livros


Enfim, terminei de ler a história da roubadora de livros.
Terminei semana passada... e após muitas lágrimas, tristezas e alegrias, fechei o livro e o depositei junto a outros (mentira, porque minha irmã retirou de lá e já se encontra a caminho de Deutschland).
Leve e suave como a alma da personagem principal, o livro nos leva diretamente, e sem escalas, a Alemanha nazista da década de 1940. E quem conta a história é nada mais que a Dona Morte.
Abaixo, trecho que roubei do livro (assim como Liesel fazia...):

....

Como se dá a alguém um pedaço de céu?
No fim de fevereiro, ela [a roubadora] parou na Rua Munique e observou uma nuvem gigantesca aproximar-se por sobre as colinas, como um monstro branco. Escalou as montanhas. O sol foi eclipsado e, em lugar dele, uma fera branca de coração cinzento vigiou a cidade.
— Olhe só para aquilo! — disse ela ao pai.
Hans inclinou a cabeça e declarou o que lhe pareceu óbvio.
— Você devia dá-la ao Max, Liesel. Veja se consegue deixá-la na mesa de cabeceira, como todas as outras coisas.
.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

When you say nothing at all*

*Música de Ronan Keating, fez parte do filme "Um lugar chamado Nothing Hill".

Estou tendo dificuldades em entender o sentido de certos acontecimentos.
Eu que sempre tiro o lado bom de tudo, até mesmo de bater o dedo mindinho na quina da mesa, não estou mais com essa vontade.
Como se tivesse cansado de estar sempres assim: =)
Não, mesmo me esforçando, não vejo mais graça em tudo.
Pequenos atos cotidianos que me agradavam, hoje me irritam.
E não é TPM (huhiuhiuh).
Não é tão grave assim, mas me preocupo (levemente) e me pergunto o porquê de algumas coisas acontecerem.
Queria saber a resposta...
Na verdade, queria saber a pergunta...

Bom, estou lendo um livro adorável:
"A menina que roubava livros", de Markus Suzac.
Tem um resumo aqui .
Eu ganhei ele de aniversário de pessoinhas lindamente lindas, talvez isso seja a cereja do bolo.

ε______^.^______3


.

terça-feira, 22 de abril de 2008

10 coisas que eu odeio em você

Assisti ao filme, e adorei o poema.
Talvez (apenas talvez) sirva pra mim neste momento.
.
As Dez Coisas Que Eu Odeio Em Você
.
Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"
.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ice, ice, baby!

Fui comemorar meu aniversário numa festa Anos 80.
E fui com uma galerinha ótima...
O engraçado é admitir que a partemais legal da festa foi quando cantaram Ilariê (hiuehieuheiuh).
Um bando de marmanjos pulando pra cá e pra lá, cantando:
Dá um pulo vai pra frente
De peixinho vai pra trás
Quem quiser brincar com a gente
Pode vir, nunca é demais...
=)
Podia ser sempre assim...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Meu dia...


Hoje é meu dia!
Meu aniversário é meu dia, certo.
Um dia todinho meu!
Um dia pra receber mensagens de quem não se via a tempo, ou falar com quem não se falava a tempos... dia de ganhar abraços, muitos abraços, apertados ou não.
Abraço é bom!
E abraço de aniversário é melhor ainda.

Update: Fernanda Versão 2.1 Beta

Oh, oh, oh dançando comigo mesmo
Oh, oh, oh dançando comigo mesmo.
Bem, não há nada a perder
E não há nada a provar
E estou dançando comigo mesmo
Oh, oh, oh, oh
[Billy Idol - Dancing with myself]
.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Mandinga


[Hoje - Paulo Miklos]

Uma noite bem dormida, uma boa refeição
Abrir os olhos de novo depois de tirar o sabão
Roupa de cama brancas, toalha sobre a mesa
No branco dos olhos o encanto de um olhar da maior pureza

Hoje eu vou ficar com você
Hoje até amanhã de manhã
Hoje eu vou ficar com você
Hoje até amanhecer

Um amor prá toda vida, uma grande afeição
Fechar os olhos sabendo aonde as coisas estão
Roupa de cama brancas toalha sobre a mesa
No branco dos olhos o encanto de um olhar da maior pureza

Hoje eu vou ficar com você
Hoje até amanhã de manhã
Hoje eu ficar com você
Hoje até amanhã
Hoje eu vou ficar com você
Hoje até amanhã de manhã
Hoje eu ficar com você
Hoje até amanhecer

Longe depois de tanto tempo
Hoje continua sendo
Doce, viver com você
Hoje eu quero ter
Roupa de cama brancas, toalha sobre a mesa
No branco dos olhos o encanto de um olhar da maior pureza

Hoje eu vou ficar com você
Hoje até amanhã de manhã
Hoje eu ficar com você
Hoje até amanhã
Hoje eu vou ficar com você
Hoje até amanhã de manhã
Hoje eu ficar com você
Hoje até amanhecer


.
(peixe)

segunda-feira, 17 de março de 2008

Canção pra quando você(s) voltar(em)*

*É uma música dos Paralamas.

Nem precisa dizer muito.
Show 'diliça', companhias ótimas, músicas também, clima (tava friozinho), Herbert Vianna... Aaaah, o Herbert Vianna. Que voz, que guitarra...
Valeu cada segundo esperando pra eles subirem no palco.


[Lourinha Bombril - Paralamas do Sucesso]

Pára e repara
Olha como ela samba
Olha como ela brilha
Olha que maravilha
Essa crioula tem o olho azul
Essa lourinha tem cabelo bombril
Aquela índia tem sotaque do Sul
Essa mulata é da cor do Brasil
A cozinheira tá falando alemão
A princesinha tá falando no pé
A italiana cozinhando o feijão
A americana se encantou com Pelé
Häagen-dazs de mangaba
Chateau canela-preta
Cachaça made in Carmo dando a volta no planeta
Caboclo presidente trazendo a solução
Livro pra comida, prato pra educação
.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Oh, céus...

Sorte do dia (no Orkut):
Você terá felicidade e harmonia na sua vida amorosa".
AMÉM.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Promessa cumprida

E terminei de ler o livro “O Ano do Pensamento Mágico”, de Joan Didion. A história não é bem o que eu imaginava, o que não deixa de ser uma leitura deliciosa.
Com muita delicadeza, a autora nos envolve em sua história, dentro do período de um ano, quando perdeu seu marido, e viu sua única filha sendo internada várias vezes, gravemente.
O tema parece impactante, mas o clima criado por Didion é de calmaria, de confissão.
Adorável!
Quintana, John e Joan (bem antigamente)

Separei algumas passagens...

“A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante. Você se senta para jantar, e aquela vida que você conhecia acaba de repente. A questão da auto-piedade.”

“— [Eu te amo] Mais do que mais um dia — disse ele baixinho em seu ouvido, antes de conduzi-la ao altar.
— Mais do que mais um dia - falou para ela nos cinco dias e cinco noites em que ele a viu no CTI do Beth Israel North.
— Mais do que mais um dia — eu falei para ela, na ausência dele, nos dias e noites seguintes.
— Como você costumava dizer para mim — disse ela, de vestido preto, na igreja de Saint John the Divine, no dia em que as cinzas dele foram depositadas na capela.”

“O que eu não daria para conversar sobre isso com John? O que eu não daria para debater o que quer que fosse com John? O que eu não daria para dizer qualquer coisa que o fizesse feliz? E o que seria essa coisa? Se eu tivesse dito a coisa certa na hora certa, teria funcionado?”
.

Vida

Durante a nossa vida conhecemos pessoas que vem e que ficam.
Outras que vem e passam.
Existem aquelas que vem, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vem e se vão com uma enorme vontade de ficar...


[Charles Chaplin]

Túnel do Tempo

Texto escrito no passado. Tava perdido o probrezinho.
Achei o danado, tirei a poeira e publico navamente.
(Não sei o porquê, mas deu uma saudade O.O)


Saudades =/
Saudade de tudo.
Saudade de gentes, de momentos, de animaizinhos, de coisas, de lugares, de cheiros...
Saudade de momentos que passaram, que foram bons e vividos.
E de momentos que nem chegaram a acontecer, mas que foram bons planejar.
Saudade de cheiros, de perfumes, de músicas que lembram coisas boas [porque as ruins é melhor deixar bem guardadinhas].
Saudade de quando meus cachorros eram filhotes, de quando minha irmã era pequenina, de quando viajava para o sul em tooodas as férias.
Saudade do cheiro do Natal, do vento vindo do mar em direção a praia [bah, quanto tempo], de pegar pinhão caído da árvore, de tomar banho de chuva, de pisar na grama e escutar os estralos da geada.
Saudades de pessoas que estão longe. Algumas porque foram conversar como Papai do Céu, mais cedo do que deveriam. Outras, porque simplesmente a vida tomou rumos diferentes, e que agora estão longe.
Saudade de uma pessoa especial, que sabe que é especial, que veio de repente, e mais de repente se foi.
Saudade do antes. Do ontem.
Saudade de tudo um pouco. De um pouco de tudo.

Todas as saudades do muuuuundo!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Ah, o amor...

Hoje é o Dia Mundial do Amor.
Acho que talvez porque em vários países do mundo seja o Dia dos Namorados, o Valentine's Day.
E hoje, lendo o livro "O Ano do Pensamento Mágico" - sim, eu to lendo - encontrei uma das frases mais lindas deste assunto:
"Eu amo você mais do que apenas mais um dia."
Feliz Dia do Amor

Nem 5 minutos guardados

[Nem 5 Minutos Guardados]

Teus olhos querem me levar

Eu só quero que você me leve
Eu ouço as estrelas conspirando contra mim
Eu sei que as plantas me vigiam do jardim...
As luzes querem me ofuscar
Eu só quero que essa luz me cegue
Nem cinco minutos guardados dentro de cada cigarro
Não há pára-brisa pra limpar, nem vidros no teu carro
O meu corpo não quer descansar
Não há guarda-chuva contra o amor...
O teu perfume quer me envenenar
Minha mente gira como um ventilador
A chama do teu isqueiro quer incendiar a cidade
Teus pés vão girando igual aos da porta estandarte

Tanto faz qual é a cor da sua blusa
Tanto faz a roupa que você usa
Faça calor ou faça frio
É sempre carnaval no Brasil

Eu estou no meio da rua
Você está no meio de tudo
O teu relógio quer acelerar,
Quer apressar os meus passos
Não há pára-raio contra o que vem de baixo

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A volta dos que não foram

E começaram as aulas.
As malditas aulas.
Estou sendo boazinha até. Ninguém mais aguenta sentar naquelas cadeiras e ouvir professor falar (e muito menos os colegas).
O resumo é que o pessoal não se aguenta, nem se tolera mais. O que é normal. TRÊS longos anos, não é fácil.
O bom de recomeçarem as aulas é o fato de ser o último primeiro semestre que enfrento (enfrentaremos).
Formatura final do ano (se tudo der certo, amém!).
Outro ponto positivo é ver quem não se via a tempos: amigos, colegas, professores, a própria faculdade, algumas pessoas perdidas (tchururururu)...
Ver calouros também é legal. Sempre aparece um bonitinho no pedaço, saca?!
Aaaah, ver como os novatos se comportam é legal também.
E temos pra eles até classificação. É que existem, na verdade, dois tipos de novatos: os que pensam que faculdade é desfile de moda (e em se tratando da minha, não é de todo errado), que abusam da maquiagem, dos modelitos, salto alto, roupas de marca e se acham os donos da festa (ops, do lugar) e o outro tipo, que é o que não está nem aí pra nada. Nem pra vida, nem pros cabelos, pras roupas...
[Creio que me enquadrava no segundo grupo =$ ]
No final todos se adaptam ao meio termo, que é o padrão do lugar.

E é assim.
♪ Don't stop dancing (Creed)
.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

"Oooolha o telefoneeee!"


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O ex-amor

E não é a mais pura verdade?!
Texto retirado hoje do Blog do Sant'ana, nos links ao lado...

O ex-amor

Não há sensação mais assustadora do que reencontrar-se depois de muitos anos, em qualquer lugar, com alguém que foi o nosso grande e insubstituível amor.
De repente, num restaurante, num bar, numa festa, na rua, topamos com aquela mulher ou aquele homem que julgávamos seria inseparável das nossas vidas - e que pelos caprichos da existência tornou-se apenas numa vaga lembrança, afastada do nosso caminho, tornada desimportante pelo novo rumo que enveredamos.
Mas está ali presente, ao nosso lado, às vezes até conversando conosco, aquela pessoa que era a razão da nossa existência.Somos então tomados invariavelmente por uma náusea. Algo assim que atinge os que fazem regressão e voltam a vidas passadas. Aquele grande ex-amor afirma que tínhamos outra identidade, embora fôssemos nós mesmos.
Sucedem-se em nossa alma então as mais variadas e contraditórias emoções, desde o arrependimento e o remorso até a vergonha e o desvario.
Imediatamente, assalta-nos a quase certeza de que as outras pessoas que sucederam àquele grande ex-amor em nosso coração e em nossa vida não passaram de invasoras e intrusas, posseiras espoliadoras de algo ou de alguém que não lhes pertencia, tomado à força do legítimo dono.
E um profundo tédio nos domina, uma melancolia de danar a alma, uma dor do ideal perdido, do amor que se finou sem ter-se concluído, um imenso desperdício, um abismo de sonho desfeito, um mal que a gente fez a si próprio sem querer, uma culpa tremenda pela tristeza do que se acabou sendo e o libelo do que se deixou de ser.
A vida tinha que nos poupar do reencontro com o ex-amor. Não há mal que mais nos vergaste que os sonhos frustrados, a lembrança do que tinha de ser e evaporou-se nas sombras, do querido e não conseguido, do palpável e não tocado, do atingível e não resultado.
E ficamos a contabilizar os nossos danos e a imaginar os danos que causamos àquela pessoa que como um fantasma agora vem nos acusar. Que dor!
A dor do destino que não se traçou, da viagem naufragada contra os rochedos, embora a bússola nos advertisse sem sucesso.
O sentimento de autotraição, covardia, um chute na lucidez, a irrecuperável derrota da energia desaproveitada.
Poupe-nos a vida de nos reencontrarmos com os nossos ex-amores. Nós que tanto driblamos a sua recordação, que por autopiedade fingimos que os esquecemos, tentando cultuar novos valores.
Mas que diabo, cedo ou tarde verificamos que aquela ferida ainda sangra e, na melhor das hipóteses, se no futuro não for de novo pelos reencontros remexida, ainda assim se tornará numa inocultável e horrenda cicatriz.
A cicatriz da marca de ferro em brasa no pêlo e couro das cavalgaduras.

.